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Notícias da conferência do clima - COP-16 (Cancún)

Sem segundo protocolo de Kyoto não haverá números para redução das emissões.
Sérgio Serra acredita que caso segundo período do Protocolo de Kyoto seja acordado, não exigirá reduções necessárias dos gases de efeito estufa, nem contará com EUA
Para o embaixador extraordinário para assunto de mudanças climáticas, Sérgio Serra, a responsabilidade dada ao Brasil, junto ao Reino Unido, de coordenar as negociações com outros países sobre o segundo período do protocolo de Kyoto, na Conferência do Clima, reflete o caráter ativo que o Brasil teve ao longo de todas as negociações sobre o tema.

A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e a representante do Reino Unido já tiveram reuniões com ministros do grupo africano, Japão. Rússia e China estavam também na lista para a primeira rodada de conversas.
“A estratégia óbvia é que nós precisamos deste acordo, pelo benefício de todo o processo das negociações sobre mudanças climáticas. Precisamos de algum resultado aqui em Cancún”, disse.
Serra afirmou também que neste tema, especialmente, se faz necessária alguma mensagem de Cancún. “Deve haver o segundo protocolo de Kyoto, caso contrário não haverá números estabelecidos para a redução”, disse.
O segundo período de vigência, no entanto, não está sendo negociado com os Estados Unidos. “Não estamos discutindo isto com os Estados Unidos. Eles não põem em questão a ratificação do protocolo. Eles são indiferentes quanto a esta negociação”, disse.

A informação serve como um banho de água fria para possíveis previsões de bons resultados nesta Conferência do Clima. A entrada dos Estados Unidos em um acordo de redução das emissões é uma das condições para que China, maior poluidor global com 22% das emissões, aceite negociar um possível comprometimento obrigatório em reduzir suas emissões também.

Os Estados Unidos são responsáveis por 19% das emissões de gases causadores do efeito estufa e tem o maior índice global de emissões per capta. Há 13 anos, o país se recua a retificar o protocolo de Kyoto. O tratado, que expira em 2012, exige que quase 40 países desenvolvidos reduzam suas emissões de gases do efeito estufa, em 5,2% entre 2008 e 2012.
Realismo de doer
Sérgio Serra acredita que é preciso “doses de realismo” quanto a possibilidade de adoção de um acordo com reduções mais ambiciosas.
De acordo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), é preciso reduzir ainda mais para que o planeta se limite ao aumento de 2° C das temperaturas.
“Não vemos possibilidade de que os números sejam mais ambiciosos do que foi apresentado em Copenhague. Sabemos que aqui não vamos melhorar estes números”, disse.
Para Sérgio Serra, a “posição firme” do Japão pode ter um impacto forte e negativo em todo o pacote de itens que estão sendo negociados na Cop-16. “Se o Japão não pode mudar completamente sua posição, que não seja um obstáculo para esta Conferência”, disse.
Greenpeace representa monumentos no mar de Cancún
ONG "afundou" construções como o Cristo Redentor, Taj Mahal e Torre Eiffel para alertar para os efeitos do aquecimento global
A organização ambientalista Greenpeace apareceu nesta quarta-feira em uma praia da região hoteleira de Cancún (México), com monumentos representativos de 10 nações para alertar para as consequências da mudança climática.


Cerca de 20 ativistas da organização se reuniram na praia de Punta Cancún e, diante do olhar de turistas, colocaram no mar réplicas de alguns dos monumentos mais representativos do mundo. Entre eles estavam a Torre Eiffel, de Paris; o Big Ben, de Londres; o Taj Mahal, da Índia; a Estátua da Liberdade, dos Estados Unidos; o Anjo da Independência, do México; o Cristo Redentor, do Brasil; as Pirâmides de Gizé, do Egito; o Templo do Céu, da China, e a Casa da Ópera de Sydney, da Austrália.
Com a singular proposta esperam atrair a atenção dos delegados que participam da Cúpula do Clima de Cancún, que entrou em sua fase ministerial com três dias para fechar acordos.

"Hoje estamos aqui, em uma das praias de Cancún para ilustrar o que pode ser uma das ameaças pela mudança climática e por isso elegemos alguns dos monumentos mais representativos de vários países, que estão aqui em Cancún negociando o tema de mudança climática", assinalou Gustavo Ampugnani, coordenador da campanha de clima e energia do Greenpeace México.

"A mudança climática não discrimina países, afeta a todos, todos somos vulneráveis a seus impactos, não diferencia países pobres de ricos", assinalou.

Sob a mediação da ONU, 194 nações discutirão até sexta-feira mecanismos para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012, assim como o estabelecimento de um fundo financeiro para países em desenvolvimento e medidas para reduzir as emissões, se adaptar a mudança climática e reflorestar as matas.
Fonte: IG

Nosso Comentário:

Na verdade o mundo ta cheio de líderes e nações com boas intenções mas com pouca ou quase nenhuma ação concreta com realação as reduções de poluentes. Há uma troca de acusações e ninguém quer ceder, de uma lado os paises mais desenvolvidos não assinam os protocolos para não prejuducarem suas industrias e suas economias, do outro lado estão os paises em desenvolvimento que poluem cada vez mais mas também não não os assinam  por alegarem que as nações desenvolvidas são os maiores causadores do aquecimento global.

Então vamos reverenciar um dito popular que diz que "a corda só arrebenta no lado mais frágil". Podemos afrimar que quem pagará caro e em maior grau são os paises do continente africano que já sofrem com desertificações e a falta de água potável até para o consumo humano, isso se falando de momento, porque as mudanças climáticas irá atingir o planeta como um todo, e nesse cenário ricos, pobres, desenvolvidos, em desevolvimento e os não desenvolvidos estarão com certeza dentro de uma mesma "canoa quebrada".

Por: Renato Melo

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